domingo, 20 de outubro de 2013

laurie's language

A linguagem é um vírus? Ele se propaga sem que haja controle? Nos faz agir por impulso ou por espasmo? Dá para calibrar as palavras? Dar aquele toque a mais para que aquilo que é dito deixe de ser verbo para ser sacro? Vale mais pulso ou gesto? Posso ser peixe ou cabresto? Meus passos caminham em círculos? Serei eu ou serei o que quer ser? O que se quer? Vale a pena tudo isto? Excesso de asfalto é abismo? Calçadas perpendiculares levam à boca? E à Roma? Ela vem para cá de que jeito? Via movimentação das placas tectônicas? Não haverá um modo mais ágil e expresso? Projéteis traçam rotas paralelas? Platonismos são mesmo bobagem? E viagara falls? Bate quanto leva ou ferra enquanto molha? Dejetos são sempre desprezíveis? O lua não muda de cor? Apenas matizes? O que são cortinas de miçangas? Não tecem notas nem produzem ruídos de folhas? Então, para quê elas? Você é classe A ou classe C? Tem sempre que ter classe? E os postes de iluminação, não substituem as velas? De verdade, torço pela volta das tocheiras. O fogo no olhar minguou com a sua quase extinção.

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