terça-feira, 29 de outubro de 2013

transparente

Havia abóbadas no alto daquela construção, cúpulas que, por dentro, emitiam tonalidades e cores em raios finos. Olhou ainda mais pra cima e viu que era o sol que atravessava as ditas abóbadas (vide: inseminação artificial ou vidro - no sol). Seu globo ocular, se visto por alguém de fora naquele momento, seria igualmente considerado refletor de luzes e cores. Era um tempo de nuvens que se fixavam em certos pontos de sua mente, sempre que pensava em desistir. Então, nada de parar. Seus passos não eram largos, continuavam em inconstâncias. Era necessário espalhar a terra pálida na cara úmida, de espargir-se em chamas, de evaporar, virar rota de corpo celeste 'comum' ou até respingo de galáxia. "Mas não a ponto de ofuscar estrelas", era o que comandava a sua moral, nada rígida. Vivia entre uma e outra passagem, era consumida por intervalos irregulares de tempo e emitia ondas bravas de vibrações. Permanecia tão sólida e limpa que era difícil reconhecê-la. Tanto, que costumava apelidar-se unicamente como "Rota de Fuga". 

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