terça-feira, 26 de novembro de 2013

antimaré(ma)

era um tal de procurar em cantos de casas vazias aquilo que era fúria do sol, o trafegar suave em ondas e o pulsar que a motivavam a ir para cima e avante. então se deu conta, sem que houvesse mais tempo, que a voz encontrada no intervalo entre as noites e as manhãs era aquilo que de mais alto clamava em si - o que um dia havia sido verdadeiro precisava necessariamente de uma conclusão ou continuidade - única forma da vida se fazer entendida. fogos sem calor não têm razão de existir.

2 comentários:

  1. Você na prosa subverte as palavras.Amo textos assim. "... a voz encontrada no intervalo entre as noites e as manhãs... fogos sem calor não têm razão de existir." Muito bom!

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  2. feliz com o seu feedback!! beijos, Maurício!!

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