terça-feira, 28 de janeiro de 2014

taxidermia (ou tenoxican 20mg)

No PS, foram uns 69 minutos até que eu,  em forma de combinação numérica vermelha e digital, fosse conclamada pelo visor luminoso que estava acima de muitas cabeças. Furaram-me uma veia. Em vão. Perfuraram-me duas. Deu. À lux ambulatorial, meus olhos chocavam-se, brancos. Fotofóbicos. Minimalistas, meio animais. Deus. A correnteza despejada em alopatias vazou por uma de minhas principais vertentes animistas. Ardeu. Feito colaboradora entusiasta para a minimização de males (como sentimentos bipartidos ou trípticos). Daí percorri labirintos em uma cadeira circumambulante, liteira indesejada sem criados, abanadores ou uvas. Paroxítonas de nada valem no reino dos lençois brancos e da admoestação - mas ouvi o soar da Deusa. O jorro de salvamento. Sobrevivi ao Hades. O reino erroneamente confundido com os infernos - salva, vã. A alta hospitalar, registrada em papel fiasco e grafia de papisa. Com as arestas um pouco mais definidas e um esparadrapo em cada braço, eu corri para a rua a fim de chamar um táxi.      


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