sexta-feira, 19 de setembro de 2014

fáctea

Fáctea. O nome dela. Vivia em crise. A típica crise de quem é feita de aço. Ser feita de aço era algo injusto. Incompatível com a sua natureza, ao menos a estética. 

Para ferir, batia as asas. Para um elemental, destino ingrato. Como o amor, ela era. Latejantes, os espinhos. Deixou de voar várias vezes. De partir em direção a olhares. 

Daí, rasgava-se toda. No ar, tracejava órbitas tortas. Discordante de qualquer harmonia. Destinada às falhas. Sua prima, Víctrea, quebrava-se ao ser fada. 

A uma família avessa eram, ambas, pertencentes. Como tufões, expressões furiosas. 

Mas, por dentro, eram doces: que grande problema. Sonhavam acordadas pequenos pesadelos.

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