quinta-feira, 2 de abril de 2015

laddy’s

A quenga víctrea biscate quilométrica de cuequinha às avessas: putz, ela chegou. No bar, o som shhhhhhhhh das batatas chips encheu a minha alma de gordura saturada. Eu suava gotículas pela testa, perolicas de ouro salgado. Blergh!, disse a madama ao meu lado durante a ânsia do colega de pé enfiado até a canela na lixeira de plástico vermelho-carne-ketchup-falso, algo não tinha caído bem pra ele: ou o bolovo ou o batom da madama sabor tutti-frutti mal passado ou o filé a cavalo - a caipirinha amiga é que não. É como a cereja do bolo, a ameixa do manjar, a azeitona da empada: são sempre elas as culpadas pelos engulhos estomacais. 


Primeiro, madama tomou seu caracu com cola, daí pediu o gin tônica separado em dois copos pra não ter roubalheira do garçom. Conferiu as doses e partiu giratória retocar o bico no toallet escrito laddy’s do outro lado do balcão. Tentou entrar, a porta trancada pela quenga víctrea biscate quilométrica de cuequinha enroscada na meia arrastão escarlate: tem geeeeentshhhhhh.


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